O medo de Seres Tu Próprio!

July 15, 2017

 

“Tudo é uma versão de outra coisa qualquer” – esta é uma frase dita pelo ator Clive Owen, no filme ‘Closer’.

 

Somos nós próprios quando somos crianças e alguns de nós quando somos velhos. Lá pelo meio somos amálgamas, retalhos de outras versões.

 

O que têm em comum Gandhi, Frida Kahlo e Einstein? Nada, apenas foram eles própios. Não imitaram, não treinaram para serem alguém que encaixasse, e, no entanto, foram aceites e foram admirados. Foram, acima de tudo, grandes inspiradores.

 

Habita em nós um cepticismo surdo que “não somos merecedores”. A cultura do julgamento a que somos sujeitos toda uma vida definha a nossa vontade e conduz-nos a um adormecimento consentido e alimentado por um sistema que fabrica robots.

 

Enquanto coach, tenho-me deparado exatamente com esta visão céptica que corrói lentamente e aniquila a nossa verdade.

Construímos uma história de quem julgamos ser, baseada em julgamentos e em episódios traumáticos que nunca quisemos revisitar nem reescrever. Essas histórias de quem julgamos ser enchem a nossa mente de pensamentos limitadores.

 

Por onde começar no meio deste caos mental? Existe a meditação, os livros de autoajuda, as terapias, as palestras inspiradoras… Não há uma “fórmula mágica”. O que tem que existir é a nossa vontade férrea de querer mudar.

 

Para acreditares que consegues mudar tens de trabalhar a tua autoestima. Se ela for baixa vai aniquilar-te, porque ao estares viciado em padrões de comportamento limitantes eles vão querer ganhar. Vício (do latim "vitium", que significa "defeito" ou "imperfeição") é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem.

 

Para aumentares a tua autoestima tens de treinar e seres persistente numa base diária.

 

Uma autoestima equilibrada vai permitir-te gostares verdadeiramente de ti próprio.

 

Uma boa autoestima significa:

 

- Estares consciente de quem és;

- Aceitares-te;

- Teres responsabilidade pessoal, primeiro contigo próprio, para poderes praticar a autoafirmação (não adianta quereres ajudar os outros se não te consegues ajudar);

- Viveres com um novo propósito, ou seja, entenderes onde precisas melhorar e/ou mudar e atuares em consciência, numa base diária, para alcançares esse propósito.

Nathaniel Branden, foi o fundador do movimento da autoestima e fundamentou-o em 6 pilares.

 

Depois desta jornada do resgate da autoestima, seres tu próprio, é uma consequência inevitável. E seres tu próprio é também seres livre.

 

Uma das técnicas que eu utilizei, anunciada pela Louise Hay, para aumentar a minha autoestima, foi a repetição de uma frase positiva ao espelho. No meu caso foi: “Eu sou merecedora”. Olhava-me ao espelho pela manhã e, depois de “esvaziar a taça”, ou seja, sem procurar aprovação ou rejeição de quem eu era, enquanto lavava os dentes, e repetia: “Eu sou merecedora”.

 

A uma dada altura, após muita repetição, tive um insight fascinante: eu já não estava a olhar para mim ao espelho mas a procurar por mim. E essa revelação trouxe-me, aos poucos, a consciência de que eu tinha começado a ser eu própria.

 

Comecei a impor limites e a ser assertiva, e a “magia” começou a acontecer: “deixei de me pôr a jeito” para ser magoada e usada; deixei de me importar com a opinião que tinham sobre mim; passei a comunicar as minhas emoções e os meus sentimentos de uma forma equilibrada sem esperar pela explosão neurótica que acontece quando andamos a “engolir sapos”.

 

A nossa missão enquanto seres humanos é fazermos uso do presente que o universo nos concebeu: sermos únicos, sermos nós próprios.

 

Onde é que já foste fantástico ao seres tu próprio? Foste-o quando eras criança, porque não sabias ser outra coisa qualquer, não eras uma versão de outra coisa qualquer.

 

A partir do momento em que surgem os arquétipos na nossa vida: o guerreiro, o juiz, o cuidador, o rebelde, … é o fim da inocência e o início do teatro.

 

A partir daí passamos a treinar formas para sermos aceites, imitando e copiando, indiferentes em trabalhar a nossa aceitação e cegos para vermos o presente que nos foi dado: que cada um de nós é um ser único e irrepetível.  

 

Quando descobres a forma de seres tu próprio a vida fica mais fácil, não perdes a tua energia, não ficas débil no esforço da adaptação e da socialização forçada e conveniente.

 

Seres tu próprio traz-te uma liberdade nunca antes sentida. Descobres que tens a tua própria luz o teu próprio reinado.

 

As oportunidades de mudança estão sempre a acontecer nós é que não estamos atentos e infelizmente a grande maioria de nós só muda, perante uma grande dor só que nessas alturas estamos fracos e vulneráveis.

 

Por que não abraçamos a mudança nas alturas em que estamos fortes e saudáveis?

 

A vida é feita de infinitas possibilidades. Quando essas possibilidades surgem se as agarrarmos sendo nós próprios, teremos sucesso.

 

O que te impede de seres tu próprio? Fica aqui a questão.

 

Sofia Pérez, Coach Holístico

Coach Holístico e Mentoring em Lisboa, Linha Cascais e Sintra, Abrantes

Para que serve o coach holístico? mudar a tua vida, melhorar, atingir metas, sonhos, objetivos, numa abordagem que une todas as tuas facetas quer a nível relacional, familiar, financeiro, profissional e espiritual. ​ Qual é o grande objetivo? Seres mais feliz, descobrires o poder que reside em ti, que é enorme!

Contacta-me para o email: coachsofiaperez@gmail.com

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