44

December 30, 2018

 

 

 

44 anos, fim de um ciclo, final de 2018

 

30 de dezembro assinala o dia do meu nascimento e o início do meu ano.


Dezembro é agridoce, sempre foi. É um mês naturalmente de balanço e que me arranca sempre da minha zona de conforto. Dezembro “leva-me ao tapete” para me permitir erguer com mais força.

 

Esta foto foi tirada no dia em que fiz 18 anos. De lá para cá tudo mudou, e, colocando de parte o facto de ter sido Mãe - que para mim sempre será o grande marco na minha vida - a minha última década foi a volta de 180 graus.

 

Segui os meus sonhos em termos profissionais e decidi mudar radicalmente de profissão, abracei o projeto Solar Quinta do Pouchão, mergulhei no estudo e na obsessão pelas leituras. Intensifiquei a prática da meditação. Voltei à escrita e descobri o teatro. Participei em experiências que revolucionaram a forma como eu me via e o mundo. Viajei para alguns dos sítios que sempre quis conhecer. Conheci pessoas talentosas e inspiradoras.

 

No meio de toda esta felicidade tive momentos de ansiedade extrema, tive de tomar decisões muito difíceis, de enfrentar problemas de saúde e muitos medos e desafios. E tudo isso me tornou na pessoa que sou hoje.

 

Esta que é a minha história é a história de todos nós, na verdade. Não há salto de fé sem dor.

 

Em jeito de balanço aqui vai o que a vida me tem ensinado:

 

1. Não controlamos quase nada. A vida está sempre a trocar-nos as voltas.

 

2. Desenvolver a intuição e a imaginação é imprescindível. É toda uma dimensão nova que se abre.

 

3. Em cada situação de dor existe uma oportunidade para fazer diferente. A dor faz parte da vida, é inevitável e, até, desejável, pois é ela que nos permite evoluir e rasgar os limites da mente.

 

4. Dominar a arte de saber comunicar de uma forma assertiva entendendo que não é necessariamente o que dizemos mas a forma como o outro recebe a mensagem. Então, que adaptemos a nossa comunicação ao outro.

5. Sermos nós próprios é condição para termos a vida que desejamos: não imites e não treines para ser alguém que “encaixe”.

 

6. Na vida aprendi que, de facto, não é o que nos acontece mas a forma como nós reagimos. Algumas pessoas tornam-se vítimas, outras lutam. É uma escolha.

 

7. Meditar diariamente. É na vida interna que está a cura para os nossos desequilíbrios.

 

8. Ser humilde e ter compaixão. De alguma forma todos sofremos. Todos cometemos erros. Todos.

 

9. Escolher ser feliz não significa ter uma vida fácil: implica desilusões, decisões difíceis, dores absurdas.

 

10. Atingir o sucesso não é um jogo mediático. É fazer a diferença na vida das outras pessoas. É percorrer um longo caminho com o foco no longo prazo que exige: treino diário, resiliência, persistência, disciplina e paixão.

 

Que venha 2019!

 

Sofia Pérez

www.coachsofiaperez.com

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