chegou o Tempo

E, neste período de isolamento, houve alturas em que me apeteceu ser pequenina outra vez e saltar para o teu colo, mãe, e perguntar-te se vai ficar tudo bem. E, de repente, volto a mim e à constatação lógica de que não estava tudo bem. Que o Império caiu de podre. Que o Caos é silencioso por estes dias. Que há muitas coisas que estamos a descobrir que nos esconderam. Que nos retiram camadas de inocência a cada dia. Que a humanidade chegou ao limite da vaidade e, talvez por isso, seja necessário e vital todo este Caos. Do Caos para a Ordem.

 

Estes meus pensamentos que me ocorrem no preciso momento em que escrevo, na verdade, é a tua resposta à tal pergunta do: “vai ficar tudo bem?”. E acrescentarias…

 

Que não se trata de “ficar bem” ou de “ficar mal”. Que é uma questão de Verdade. Que chegou o tempo de SERMOS. O tempo pelo qual todos esperamos. Sim, que todos esperamos há muito, muito tempo. Pois é nos momentos de crise que levamos um estalo que nos chocalha os ossos para acordarmos. E reagimos, porque o somos obrigados a fazer para sobrevivermos. Somos instintivos por natureza e atacamos como os Lobos. E evoluímos. Para podermos operar os milagres necessários. Como na Jornada do Herói de Campbell.

 

Que ficarmos à espera da cura para o mal não é a solução. Que esta obsessão da cura de um mal que o mundo procura é para iludir o medo e o vazio. E depois lemos cartazes: “não tenha medo de ter medo”. Respiramos para uma máscara, andamos com medo. Tapam-nos a voz e tiram-nos o ar. Podemos observar todo o simbolismo que isto encerra e também podemos rever “verdades incontestáveis”, de que só a ciência traz respostas válidas, que para ficarmos a saber o que se passa no mundo, temos de ver os noticiários. Que isso são tudo teorias da conspiração, ou não.

 

Reagir. Observar. Ver para além do MEDO. Que sem o resgate da Humanidade da Alma…deixamos de existir na nossa essência.
Ver para além das aparências do mundo que na sua vaidade de tudo Ter se esqueceu do Ser. E assim não pode ser, porque simplesmente não funciona.

 

E, agora, lembro-me do teu cheiro doce, querida mãe, e já lá estou, aninhada em ti, quentinha e segura, e ouço-te a sussurrares-me ao ouvido: “até amanhã, Aninhas”. E está tudo bem.

 

Sofia Pérez
Coaching e Hipnoterapia
Sessões presenciais e On-line
coachsofiaperez@gmail.com
www.coachsofiaperez.com

 

 

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